Mistérios e Lendas do Candomblé
Este Blog tem por objetivo divulgar a “Religião dos Orixás” sinto que as pessoas estão abertas a conhecer outras culturas religiosas, desde que tenham pessoas adeptas destas culturas, dispostas a dissemina-las, contudo ninguém vai encontrar aqui segredos e fundamentos do candomble. Mais de forma geral buscarei tratar de pontos fundamentais para engrandecer a religião e aumentar o conhecimento das pessoas em relação à mesma quebrando tabus e preconceitos.
domingo, 19 de setembro de 2010
Quem é do Axé diz que é!
Esta campanha esta sendo divulgada no Blog "Candomblé: A Religião do Brasil", resolvi divulgar por se tratar de um tema do qual compartilho da mesma opnião.
No censo 2010, não tenha vergonha de sua crença e assuma a sua fé.
Desta forma, você estará contribuindo para a divulgação e preservação da cultura afro-brasileira, mostrando que nós estamos mais fortes de que se imagina.
Portanto, se você é de Axé, orgulhe-se e diga que é!
Grande abraço!
Doté Jorge do Kwe Vodun. Ahoboboy Becem!
No censo 2010, não tenha vergonha de sua crença e assuma a sua fé.
Desta forma, você estará contribuindo para a divulgação e preservação da cultura afro-brasileira, mostrando que nós estamos mais fortes de que se imagina.
Portanto, se você é de Axé, orgulhe-se e diga que é!
Grande abraço!
Doté Jorge do Kwe Vodun. Ahoboboy Becem!
O link para este blog é: http://feeds.feedburner.com/ahoboboy
No censo 2010, não tenha vergonha de sua crença e assuma a sua fé.
Desta forma, você estará contribuindo para a divulgação e preservação da cultura afro-brasileira, mostrando que nós estamos mais fortes de que se imagina.
Portanto, se você é de Axé, orgulhe-se e diga que é!
Grande abraço!
Doté Jorge do Kwe Vodun. Ahoboboy Becem!
No censo 2010, não tenha vergonha de sua crença e assuma a sua fé.
Desta forma, você estará contribuindo para a divulgação e preservação da cultura afro-brasileira, mostrando que nós estamos mais fortes de que se imagina.
Portanto, se você é de Axé, orgulhe-se e diga que é!
Grande abraço!
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
Quando o amor vier...
Quando o amor vier a ter convosco, recebai-o.
Embora os seus caminhos sejam árduos e sinuosos.
Quando as suas asas vos envolverem,
abraçai-o, embora a espada oculta sob suas asas vos possa ferir.
E quando ele falar convosco, acreditai,
Embora a sua voz possa abalar os vossos sonhos como o vento devasta o jardim.
Pois o amor, coroando-vos, também vos sacrificará.
Assim como é para o vosso crescimento, também é para a vossa decadência.
Mesmo que ele suba até vós e acaricie seus mais tenros ramos que tremem ao sol,
Também até suas raízes ele descerá. E as sacudirá, enquanto elas se agarram a terra.
Como molhos de trigo ele vos junta a si. Apanha-vos para vos pôr a nu.
Peneira-vos para vos libertar das impurezas,
E vos mói até a alvura.
Amassa-vos até vos tornardes moldáveis;
E depois vos entrega ao seu fogo sagrado, para que vos torneis pão sagrado,
Para a sagrada festa de OLORUM (Deus).
Todas estas coisas vos farão o amor até que conheçais os segredos do vosso coração,
E com esse conhecimento, vos tomeis um fragmento do coração da vida.
Mas, se receosos procurardes somente a paz do amor e o prazer do amor,
Então é melhor que oculteis a vossa nudez e saiais do amor.
Saiais para o mundo sem sentido onde rireis, mas não com todo o vosso riso.
E chorareis, mas não com todas as vossas lágrimas.
O amor só se dá a si e não tira nada, senão de si.
O amor não possui nem é possuído;
Pois o amor basta-se a si próprio.
Quando amardes não deve dizer: “Olorum está no meu coração”,
Mas antes, “Eu estou no coração de Olorum”.
E não pensais que podeis alterar o rumo do amor,
Pois o amor se vos achar dignos dele, dirigirá seu curso.
O amor não tem outro desejo, que não seja de preencher a si próprio.
Mas se amardes e tiverem desejos, que sejam esses os vossos desejos:
Fundir-se. E ser como um regato que corre e canta sua melodia para a noite.
Amai e amai sempre. Para conhecer a dor de tanta ternura,
E ser ferido pela vossa própria compreensão do amor.
Amai para sangrar com vontade, e alegremente.
Amai para despertar de madrugada com um coração alado,
E dar graças a Olorum por mais um dia.
Que Oxalá com seu manto branco de infinita bondade e sabedoria, cubra a todos e nos leve a entender que Deus, independente da forma que é cultuado, independente do nome que usamos para nos referirmos a ele, Alah, Jeová, Buda ou Olorum como nos referimos no candomblé é unico e que terá tantos nomes quanto as nações existentes no mundo.
Axé;
Gleison d” Oxalufã...
terça-feira, 15 de junho de 2010
Entrevista com "Mãe Stella de Oxossi"
Yalorixá Stella de Oxóssi
Disponibilizo para vocês o vídeo da entrevista feita com Mãe Setella de Oxossi pela repórter Marta Erhardt da Web TV A TARDE para a série “Memórias da Bahia”. Mãe Stella é uma sacerdotisa muito respeitada no candomblé, dirigente do Opô Afonjá (terreiro de candomblé localizado em Salvador na Bahia), tomei a liberdade de disponibilizar este link por se tratar de uma entrevista esclarecedora aos leigos e aos praticantes do candomblé.
Buscarei a medida do possível disponibilizar links de sites ou outros blogs, afim de engrandecer nossos conhecimentos.
Gleison de Oxalufã.
Objetivo Deste Blog...
Este Blog tem como objetivo em primeiro lugar divulgar a religião dos orixás sinto que as pessoas estão abertas a conhecer outras culturas religiosas, desde que tenham pessoas adeptas desta s culturas, dispostas a divulgá-las, contudo ninguém vai encontrar aqui segredos do candomblé, temos particularidades e ritos que só competem aos iniciados na religião, mais de forma geral buscarei tratar de pontos fundamentais para engrandecer a religião e aumentar o conhecimento das pessoas em relação a mesma.
Não tenho a intenção de escrever para aqueles que conhecem a pratica da religião, mas sim para aqueles que buscam conhecê-la ou os que estão se iniciando nela, o que não impede que você independentemente de seu grau de conhecimento sobre candomblé participe, sugira ou critique os artigos aqui postados.
Quero escrever e passar um pouco da minha vivencia motivado por todos aqueles que se aproximam de mim seja na faculdade ou no meu trabalho e que se despem de preconceitos e dogmas religiosos, a fim de saberem mais da minha religião, trazendo seus questionamentos e pedindo a ajuda dos orixás nas mais variadas situações.
Buscarei falar mais particularmente da minha nação “Ketu”, evitarei a utilização de grande parte dos dialetos em yuruba, utilizado nos terreiros de candomblé afim de não dificultar o entendimento daqueles que são leigos e que são o publico alvo deste Blog, quando o fizer buscarei a tradução para que haja compreensão do assunto tratado. Através dos comentários postados sobre cada assunto e dos fóruns de opiniões que serão criados, responderei de acordo com meu conhecimento e minha nação ou buscarei junto aos mais graduados de minha casa de axé as respostas para qualquer tipo de citação ou pergunta, lembrando sempre que cada raiz tem suas particularidades.
Espero poder cumprir com objetivo que me proponho e que possa contribuir para o crescimento das religiões de matriz africana no Brasil como tantos têm feito.
“Sei que o meu blog é um grão de areia num deserto mais são de grãos e mais grãos as formações das mais belas dunas, eu estou fazendo a minha parte”.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Apresentação

Chamo-me Gleison Fernandes, nascido em Belo Horizonte, no dia 26 de Setembro de 1976, universitário do curso Superior em Gestão da Qualidade da faculdade UNA, residente em Contagem (uma das principais cidades da grande Belo Horizonte) e supervisor de um dos maiores Hospitais particulares desta cidade.
A minha ligação com o mundo espiritual se dá início ainda na infância e adolescência, quando influenciado pela minha avó materna, passei a acompanhá-la a um centro espírita de Umbanda Chamado “Pai Antonio de Aruanda”, tendo meu primeiro contato com as entidades que se manifestavam naquele terreiro e com os orixás ali cultuados de acordo com os dogmas da Umbanda. Mais tarde com o falecimento de minha avó , a entrada na vida adulta e todos os empecilhos que a vida me ofereceu, abandonei o espiritismo, foi então que em um curto período de tempo passei pela igreja evangélica que com todo respeito, jamais me deu espiritualmente as respostas que eu buscava, se me permitem era se como a minha vida estivesse resumida entre, Deus quando tudo estava dando certo ou o Demônio quando as coisas não estavam bem, assim, eu e mais alguns íamos tocando a vida sem se quer assumir a responsabilidade dos nossos próprios atos. Busquei posteriormente por um centro espírita Kardecista (Doutrina religiosa de Allan Kardec, pensador espírita francês), encontrei na fraternidade espírita “Caminhando na Luz”, um balsamo para as feridas de minha alma, com a dedicação e empenho daquelas pessoas em prol do próximo, não só no sentido da caridade mais também em levar esclarecimento de como se tornar espiritualmente uma pessoa melhor, tive a certeza de que o mundo é espiritual é que a alma não se acaba com a morte mais transcende para o caminho da evolução.
O Kardecismo me auxiliou a aceitar melhor a morte de minha avó e também as minhas limitações como ser humano, em não querer buscar pra mim as mazelas do mundo, mas fazer a minha parte para que este mundo seja melhor, depois de incríveis aprendizados com todo o corpo mediúnico desta casa aos quais tenho profunda gratidão, senti que algo me chamava a retornar as minhas origens e que o meu aprendizado ali já havia encerrado, a minha missão era mesmo a de propagar a “Religião dos Orixás”, me lembro que muitas vezes na tranqüilidade das reuniões kardecistas ouvia o som dos atabaques (Tambor primário, que se usa para marcar o ritmo das danças religiosas de origem africana), e me lembrava com emoção das entidades de minha avó, era raro o dia que não tinha essa sensação, até que pelas mãos do mentor espiritual daquela casa recebi uma mensagem psicografada (Escrever por meio do espiritismo; redigir o que é ditado por espíritos), com dizeres que jamais me esqueci “... sigas orando. O caminho está dentro de vós, respostadas para tuas aflições...” ali insere uma vírgula na minha história com o kardecismo, digo isto porque jamais deixei de aplicar e estudar esta religião de amor e fraternidade.
Entendi que era o momento de buscar pelo o Orixá, o espírito que ditou aquelas palavras jamais se identificou, seria uma mensagem de minha desencarnada avó, não sei, mais foi uma flechada certeira em minha alma, confesso que tudo aquilo me assustou, já havia aprendido ali, que não é sempre que nossos irmãos espirituais se dispõem ou tem permissão para falar tão íntima e diretamente conosco, geralmente isto se dá através de nossa intuição ou situações que se não observarmos bem não damos conta de que é um recado ou uma direção a ser seguida.
Buscando trilhar o estreito caminho de encontra aos orixás, passei pelo Omolocô (casa de cultos Afro-Brasileiros Senhor do Bonfim – Dirigida por Pai Fernando de Oxalá), pouco difundido no Brasil o Omolocô è um Culto umbandista fortemente influenciado pelo candomblé de rito angola, mas diferenciado da chamada umbanda de Angola, com entidades fortes e seguidores dedicados ao culto.
As curvas retas desta vida me levariam mais tarde, por intermédio de um amigo muito especial, a conhecer uma pessoa iluminada que tenho certeza tem sido grandiosamente usado pelos Orixás a mudar vidas e disseminar o amor pelo Santo (forma pela qual o povo do candomblé chama o Orixá), Meu pai, meu Babalorixá, meu amigo, meu tudo, “Giusepe de Iansã” ou simplesmente “Gil de Iansã” como é carinhosamente conhecido por todos.
Em Fevereiro de 2004, nascia na cidade de Sabará o “Ilê Axé Oyá Guerecynã”, (Casa de candomblé, terreiro), nosso Ilê, já nasceu grande não em estrutura mais em Axé que é o poder vital, a força, a energia de cada ser e de cada coisa, pois em nossa raiz estão alguns dos per cursores do candomblé em Minas Gerais como João do Ogum (in memória), Pai Walter de Oxossi (in memória), Mãe Deluce de Oxossi, Pai Luizinho de Oxossi, dentre outros . Minha iniciação se deu em 07 de Agosto deste mesmo ano, tive o privilégio através do meu orixá Oxalufã, de ser o rombono da casa (primeiro Yaô raspado na casa) momento de grande alegria para todos, em especial para meu Pai espiritual, juntamente com meu avô espiritual José Maria da Oxum, para os quais dedico este blog, pois provém deles todo tipo de conhecimento e ensinamento que vou compartilhar a todos por esta janela virtual.
Sou filho de Oxalufã e Yemanja a quem peço o axé, sabedoria e a bênção para iniciar este trabalho e poder levar aos menos esclarecidos um pouco mais de conhecimento sobre a “Religião dos Orixás”.
Dedico este blog “Misterios e Lendas do Candomblé”;
Ao
Meu Pai Giusepe de Iansã;
Meu Avô José Maria da Oxum;
Minha Mãe Natalia de Ewa que durante vinte um dias contribuiu muito para que eu fosse o Yaô que sou hoje.
Axé.
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