sexta-feira, 4 de junho de 2010

Apresentação



Chamo-me Gleison Fernandes, nascido em Belo Horizonte, no dia 26 de Setembro de 1976, universitário do curso Superior em Gestão da Qualidade da faculdade UNA, residente em Contagem (uma das principais cidades da grande Belo Horizonte) e supervisor de um dos maiores Hospitais particulares desta cidade.

A minha ligação com o mundo espiritual se dá início ainda na infância e adolescência, quando influenciado pela minha avó materna, passei a acompanhá-la a um centro espírita de Umbanda Chamado “Pai Antonio de Aruanda”, tendo meu primeiro contato com as entidades que se manifestavam naquele terreiro e com os orixás ali cultuados de acordo com os dogmas da Umbanda. Mais tarde com o falecimento de minha avó , a entrada na vida adulta e todos os empecilhos que a vida me ofereceu, abandonei o espiritismo, foi então que em um curto período de tempo passei pela igreja evangélica que com todo respeito, jamais me deu espiritualmente as respostas que eu buscava, se me permitem era se como a minha vida estivesse resumida entre, Deus quando tudo estava dando certo ou o Demônio quando as coisas não estavam bem, assim, eu e mais alguns íamos tocando a vida sem se quer assumir a responsabilidade dos nossos próprios atos. Busquei posteriormente por um centro espírita Kardecista (Doutrina religiosa de Allan Kardec, pensador espírita francês), encontrei na fraternidade espírita “Caminhando na Luz”, um balsamo para as feridas de minha alma, com a dedicação e empenho daquelas pessoas em prol do próximo, não só no sentido da caridade mais também em levar esclarecimento de como se tornar espiritualmente uma pessoa melhor, tive a certeza de que o mundo é espiritual é que a alma não se acaba com a morte mais transcende para o caminho da evolução.


O Kardecismo me auxiliou a aceitar melhor a morte de minha avó e também as minhas limitações como ser humano, em não querer buscar pra mim as mazelas do mundo, mas fazer a minha parte para que este mundo seja melhor, depois de incríveis aprendizados com todo o corpo mediúnico desta casa aos quais tenho profunda gratidão, senti que algo me chamava a retornar as minhas origens e que o meu aprendizado ali já havia encerrado, a minha missão era mesmo a de propagar a “Religião dos Orixás”, me lembro que muitas vezes na tranqüilidade das reuniões kardecistas ouvia o som dos atabaques (Tambor primário, que se usa para marcar o ritmo das danças religiosas de origem africana), e me lembrava com emoção das entidades de minha avó, era raro o dia que não tinha essa sensação, até que pelas mãos do mentor espiritual daquela casa recebi uma mensagem psicografada (Escrever por meio do espiritismo; redigir o que é ditado por espíritos), com dizeres que jamais me esqueci “... sigas orando. O caminho está dentro de vós, respostadas para tuas aflições...” ali insere uma vírgula na minha história com o kardecismo, digo isto porque jamais deixei de aplicar e estudar esta religião de amor e fraternidade.


Entendi que era o momento de buscar pelo o Orixá, o espírito que ditou aquelas palavras jamais se identificou, seria uma mensagem de minha desencarnada avó, não sei, mais foi uma flechada certeira em minha alma, confesso que tudo aquilo me assustou, já havia aprendido ali, que não é sempre que nossos irmãos espirituais se dispõem ou tem permissão para falar tão íntima e diretamente conosco, geralmente isto se dá através de nossa intuição ou situações que se não observarmos bem não damos conta de que é um recado ou uma direção a ser seguida.


Buscando trilhar o estreito caminho de encontra aos orixás, passei pelo Omolocô (casa de cultos Afro-Brasileiros Senhor do Bonfim – Dirigida por Pai Fernando de Oxalá), pouco difundido no Brasil o Omolocô è um Culto umbandista fortemente influenciado pelo candomblé de rito angola, mas diferenciado da chamada umbanda de Angola, com entidades fortes e seguidores dedicados ao culto.


As curvas retas desta vida me levariam mais tarde, por intermédio de um amigo muito especial, a conhecer uma pessoa iluminada que tenho certeza tem sido grandiosamente usado pelos Orixás a mudar vidas e disseminar o amor pelo Santo (forma pela qual o povo do candomblé chama o Orixá), Meu pai, meu Babalorixá, meu amigo, meu tudo, “Giusepe de Iansã” ou simplesmente “Gil de Iansã” como é carinhosamente conhecido por todos.


Em Fevereiro de 2004, nascia na cidade de Sabará o “Ilê Axé Oyá Guerecynã”, (Casa de candomblé, terreiro), nosso Ilê, já nasceu grande não em estrutura mais em Axé que é o poder vital, a força, a energia de cada ser e de cada coisa, pois em nossa raiz estão alguns dos per cursores do candomblé em Minas Gerais como João do Ogum (in memória), Pai Walter de Oxossi (in memória), Mãe Deluce de Oxossi, Pai Luizinho de Oxossi, dentre outros . Minha iniciação se deu em 07 de Agosto deste mesmo ano, tive o privilégio através do meu orixá Oxalufã, de ser o rombono da casa (primeiro Yaô raspado na casa) momento de grande alegria para todos, em especial para meu Pai espiritual, juntamente com meu avô espiritual José Maria da Oxum, para os quais dedico este blog, pois provém deles todo tipo de conhecimento e ensinamento que vou compartilhar a todos por esta janela virtual.


Sou filho de Oxalufã e Yemanja a quem peço o axé, sabedoria e a bênção para iniciar este trabalho e poder levar aos menos esclarecidos um pouco mais de conhecimento sobre a “Religião dos Orixás”.


Dedico este blog “Misterios e Lendas do Candomblé”;
Ao
Meu Pai Giusepe de Iansã;
Meu Avô José Maria da Oxum;
Minha Mãe Natalia de Ewa que durante vinte um dias contribuiu muito para que eu fosse o Yaô que sou hoje.





Axé.

7 comentários:

  1. é amigo, ficou muito bom teu contexto sobre sua caminhada espiritual ate chegar no candomblé,onde pessoas ñ esclarecidas como eu possa entender + desse mundo rico em misterios e lendas,abraços.

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  2. Muito interessante...pretendo visitar este blog, outras vezes.

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  3. Lindo meu irmão. Um beijo Dofona de Ayrá

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  4. Me emocionei muito. Beijo meu filho. Não dou conta de comentar

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  5. Me emocionei muito. Não consigo comentar, a luz de Lufã que te inspire sempre como se inspirou para escrever tudo isto. Você brilha demais. Beijo do seu Pai Giu

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  6. HELIO PEJIGAN D'OGUN SOROKE1 de dezembro de 2010 às 14:29

    E SE EPA BÁBÁ,YEP YEP MOLÉ
    QUE NOSSO PAI OXALÁ TE DE FORÇAS E DISCERNIMENTO PARA CUMPRIR TUA MISSÃO.
    DESDE JA ME COLOCO A SUA DISPOSI~ÇÃO PARA AJUDAR NO QUE PUDER.
    KOLONFÉ OLORUM KOLONFÉ

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  7. Meu irmão, meus parabens pela iniciativa e grandeza de seu blog. Que Oxala o pai de todos nós, nosso mais em comum ainda faça dessa sua caminhada, sua iniciativa um grande passo para grandes realizaçoes pois voce merece e muito.
    Por favor nao pare de postar nunca, que se faça eterna a historia da nossa casa.
    PS: Nao se esqueça dos detalhes em

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