quinta-feira, 1 de julho de 2010

Quando o amor vier...





Quando o amor vier a ter convosco, recebai-o.

Embora os seus caminhos sejam árduos e sinuosos.

Quando as suas asas vos envolverem,

abraçai-o, embora a espada oculta sob suas asas vos possa ferir.

E quando ele falar convosco, acreditai,

Embora a sua voz possa abalar os vossos sonhos como o vento devasta o jardim.

Pois o amor, coroando-vos, também vos sacrificará.

Assim como é para o vosso crescimento, também é para a vossa decadência.

Mesmo que ele suba até vós e acaricie seus mais tenros ramos que tremem ao sol,

Também até suas raízes ele descerá. E as sacudirá, enquanto elas se agarram a terra.

Como molhos de trigo ele vos junta a si. Apanha-vos para vos pôr a nu.

Peneira-vos para vos libertar das impurezas,

E vos mói até a alvura.

Amassa-vos até vos tornardes moldáveis;

E depois vos entrega ao seu fogo sagrado, para que vos torneis pão sagrado,

Para a sagrada festa de OLORUM (Deus).

Todas estas coisas vos farão o amor até que conheçais os segredos do vosso coração,

E com esse conhecimento, vos tomeis um fragmento do coração da vida.

Mas, se receosos procurardes somente a paz do amor e o prazer do amor,

Então é melhor que oculteis a vossa nudez e saiais do amor.

Saiais para o mundo sem sentido onde rireis, mas não com todo o vosso riso.

E chorareis, mas não com todas as vossas lágrimas.

O amor só se dá a si e não tira nada, senão de si.

O amor não possui nem é possuído;

Pois o amor basta-se a si próprio.

Quando amardes não deve dizer: “Olorum está no meu coração”,

Mas antes, “Eu estou no coração de Olorum”.

E não pensais que podeis alterar o rumo do amor,

Pois o amor se vos achar dignos dele, dirigirá seu curso.

O amor não tem outro desejo, que não seja de preencher a si próprio.

Mas se amardes e tiverem desejos, que sejam esses os vossos desejos:

Fundir-se. E ser como um regato que corre e canta sua melodia para a noite.

Amai e amai sempre. Para conhecer a dor de tanta ternura,

E ser ferido pela vossa própria compreensão do amor.

Amai para sangrar com vontade, e alegremente.

Amai para despertar de madrugada com um coração alado,

E dar graças a Olorum por mais um dia.








Que Oxalá com seu manto branco de infinita bondade e sabedoria, cubra a todos e nos leve a entender que Deus, independente da forma que é cultuado, independente do nome que usamos para nos referirmos a ele, Alah, Jeová, Buda ou Olorum como nos referimos no candomblé é unico e que  terá tantos nomes quanto as nações existentes no mundo.


Axé;

Gleison d” Oxalufã...